BICICLETADA ANTI-FRACKING E NÃO-CONVENCIONAIS! - FRACK M'ISTO!

Gás e Petróleo? Nem aqui nem em nenhum lugar! Rolar como Força Maior!

BICICLETADA ANTI-FRACKING E NÃO-CONVENCIONAIS! – FRACK M’ISTO!

Rolar como Força Maior!
Gás e petróleo? Nem aqui nem em nenhum lugar

Viana do Castelo – Vila Real de Santo António, 13 Junho 2016

!!! texto modificado sem aprovação geral. Para aceder ao antigo texto, clicar logo acima no botão “versions” / “versões” / “versiones” etc, e carregar numa versão anterior ao 3 de Abril

Parecemos entender o valor do petróleo, da madeira, dos minerais, ou da habitação, mas não percebemos o valor da beleza crua, da vida selvagem. Contra esta lógica do lucro, há centenas de anos que povos indígenas, campones@s e autócton@s levantam-se para se defenderem, defenderem a natureza. Nós decidimos realizar esta viagem para defendermo-nos, defender os oceanos, os aquíferos e os solos contra a exploração de energias fósseis, que destrói tudo à sua passagem deixando paisagens de deserto e praias negras de morte. Vamos rolar para partilhar informação, debater ideias, unir lutas e criar redes!

No mar, da Bacia do Porto à Bacia Algarvia, tencionam explorar reservas em águas muito profundas (Deep Offshore). O maior derrame de petróleo de sempre, foi de uma exploração Deep offshore conhecida como Deepwater Horizon, protagonizado pela British Petroleum (BP), no Golfo do México.

Em terra, no Bombarral, Cadaval, Alenquer, Alcobaça, Aljezur, Tavira e Serra da Ossa/Estremoz encontram-se reservas de gás de xisto, que só são extraíveis através da técnica da Perfuração Horizontal de Fracturação Hidráulica, conhecido internacionalmente como Fracking. Das últimas notícias sobre o fracking ouvimos falar de explosões e incêndios em poços de fracking, de terramotos constantes em Oklahoma ou em Montbiel aqui perto. Os rios e aquíferos são contaminados com resíduos radioactivos, minerais e metano devido às fissuras criadas pela fracturação hidráulica.

A exploração a altas profundidades no mar e a fractura hidráulica em terra são consideradas técnicas não-convencionais de extração. Para aceder a estas reservas, a indústria petrolífera inventa novas técnicas, ainda mais perigosas e mais poluidoras do que as técnicas “convencionais”.

O (des)governo português assinou contractos de concessões com grandes multinacionais, que prometem começar a perfurar o primeiro poço exploratório em Agosto a 80 km de Sines.

Se te tirassem todo o sangue e os ossos de dentro de ti, como irias sentir-te? O petróleo é o sangue do planeta, os minerais os ossos. Os engenheiros não conseguem controlar as suas experiências gananciosas com a energia do planeta terra.

Queremos partilhar a aprender todo o conhecimento das populações por onde passarmos. Conhecer as energias respeitadoras dos animais, plantas, rios e ecossistemas (onde nos incluímos como espécie). Recolher o conhecimento, as energias e depois divulgar, unir, criar.

Apelamos aos nossxs colegas rebeldes de todo o mundo que se unam contra o fracking, um dos vários atentados do capitalismo. Destruir tudo, ficar com os lucros. Vamos resistir a este Ecocídio, que intrínsecamente provoca Genocídios.

Este evento depende a participação, colaboração e apoio mutuo. Será financiado pelos participantes e por quem apoiar pelo caminho.
Não procuramos doações, preferimos participações!

PLANO:

  • Relembrar a bicicleta como um meio de transporte
  • Passar nos locais importantes para a indústria petrolífera (refinarias, áreas com concessões, locais onde já foram realizadas prospeções, etc.)
  • Passar informação (flyers, stickers, apresentações, palestras, etc…)
  • Conhecer e/ou dar a conhecer projectos e locais que divulguem a auto-sustentabilidade, energia livre, libertação animal, defesa da natureza, permacultura, * * organização horizontal, projectos sociais, movimentos alternativos, etc…
  • Deixar a semente para a criação de um grupo local contra o petróleo e gás e outros tipos de mega projectos.
  • Servir de meio de contacto entre várias pessoas e grupos que poderão vir a colaborar em acções futuras.
  • Incentivar cada um a acreditar em si, e a agir como consegue e sabe, para colaborar ou criar o seu próprio grupo.
  • Alertar o maior nr de pessoas possível durante a viagem, para que no futuro uma acção de um grupo contra as explorações de petróleo ou uma acção do governo e/ou petrolíferas seja apoiada ou rejeitada de norte a sul.
  • Dar a conhecer várias formas de resistência popular na Europa e no Mundo
  • Convidar as pessoas a participar activamente na acção com uma receção, dar flyers, organizar uma secção de informação, viajar 1, 10,100,1000, ou todos os km da viagem, a criar um grupo local, a organizar eventos para chamar atenção para as explorações, etc.
  • Criar uma rede de luta contra as energias fosseis, para invocar protestos e acções de solidariedade com as lutas em seu redor.

Que trazer (sem obrigações):

  • Vontade
  • Comida para um par de dias (depois a ver)
  • Saco de cama e/ou tenda
  • Uma camara de ar; luzes; um cabo de travões e mudanças; alguma ferramenta, colete refletor
  • Contactos para o caminho (para conhecer, ajudar, comer, apresentar uma secção de informação, dormir, etc)
  • Identificação (evitar “casos de policia”)
  • Uma cópia dos direitos dos ciclistas na estrada
  • Propaganda e informação
  • Mentalidade de organização horizontal

O que não trazer:

  • Propaganda Politica, do tipo: Xenófoba, Racista, Sexista, Corporativa, Religiosa, Capitalista e Nacionalista.
  • Propaganda das gigantes ONG’s ambientalistas internacionais
  • Camping-Gás ou fogões
  • Superioridade moral
  • Infiltrados (jornalistas, policia em serviço, lobistas, observadores das corporações e ONG’s, informadores, Etc.)

O que gostaríamos:

  • Que a alimentação fosse 100% vegetariana (chamar a atenção para a Libertação Animal, e para a produção de produtos de origem animal e o impacto nos gases efeito de estufa, que já ultrapassa o impacto do CO2 na camada de ozono devido ao Metano libertado durante a produção de animais)
  • Que os alimentos fossem biológicos
  • Praticar freeganismo (2)
  • Que as nossas roupas não ostentassem marcas
  • Que as bicicletas não sejam de uma loja, ONG, corporação/empresa, para evitar o Greenwashing e a publicidade proveitosa.
  • Apoios locais com espetáculos de malabares, teatro, contadores de histórias, concertos acústicos (de preferência), performances e outros.
  • Acções em locais que representam as corporações que investem na exploração de gás e petróleo em Portugal
  • Que chegássemos ao Fim
  • Que o Fim fosse um princípio… do fim da indústria do fóssil!
    Que dizem?

(1) FORÇA MAIOR

• Incumprimento ou atraso por parte da concessionária, de qualquer obrigação, no todo ou em parte, serão justificáveis, se o incumprimento ou atraso seja causado por motivos de Força Maior.
• Força Maior significa qualquer acontecimento ou circunstância considerada, de acordo com critérios de razoabilidade, fora do controlo de qualquer das partes (corporações e Estado), que impeça ou atrase o cumprimento das obrigações previstas no contracto de concessão, que apesar de tomadas todas as diligências adequadas, tal parte não seja capaz de evitar, actos de guerra, actos de terrorismo, tumultos, rebeliões ou perturbações civis, actos de Deus, terramotos, tempestades ou outras catástrofes naturais, explosões, incêndios ou expropriações, nacionalizações, requisição ou outras interferências de autoridades governamentais e ainda greves nacionais ou regionais ou conflitos laborais (oficiais ou não).
• Se os motivos de Força Maior se mantiverem durante mais do que 15 dias consecutivos as Partes (corporações e estado) vão reunir e rever a situação para acordarem medidas a serem tomadas para a remoção da Força Maior.
• Se os motivos de Força Maior ocorrerem durante o período inicial de prospeção e pesquisa, e os seus efeitos continuarem por um período de 6 meses consecutivos, a concessionária poderá com um prazo de 90 dias requere o fim do contracto junto do governo. A proposta será avaliada pelo Estado.

(2) FREEGANISMO

  • Freegans são pessoas que consomem o mínimo possível de produtos. Os freegans apoiam a comunidade e a ajuda mútua.
  • O termo freegan é derivado das palavras “free” (livre, grátis, em inglês) e vegan. Vegans são pessoas que não consomem produtos de origem animal ou testados em animais, em um esforço de evitar a exploração animal, reconhecendo que em uma economia industrial, de produção em massa, movida pelo lucro a exploração acontece em todos os níveis desde a aquisição da matéria-prima, à produção e ao transporte em praticamente quase todos os produtos que compramos
  • Procura meios para não colaborar em uma sociedade onde os alimentos são cultivados a milhares de quilômetros, industrializados, e transportados por longas distâncias para serem armazenados por um longo período, tudo isso a um alto custo ecológico.
  • Os freegans reconhecem os impactos ecológicos e sociais dos automóveis. Todos sabemos que os automóveis, mas normalmente ninguém pensa nos fatores como florestas serem destruídas para a construção de estradas onde antes havia vida selvagem, e nas constantes mortes de seres humanos e de animais. Além do mais, o atual uso massivo do petróleo gera o estímulo econômico que acarreta guerras.
  • Talvez a estratégia freegan mais comum seja a chamada “pilhagem urbana” ou “mergulho em lixeiras”. Essa técnica consiste em procurar no lixo das lojas, residências, escritórios, e outros locais, por bens utilizáveis, incluindo alimentação.
  • Grupos como o Food Not Bombs (Comida, e não Bombas) recuperam alimentos que provavelmente iriam para o lixo e os utilizam para preparar refeições coletivas em locais públicos.
  • Os freegans reciclam, fazem composto de matéria orgânica no solo para produzir adubo, e sempre que possível consertam o que têm ao invés de mandar fora e comprar algo novo.
  • Para o freegan trabalhar significa sacrificar nossa liberdade para obedecer ordens de outros, significa estresse, chateação, monotonia e em muitos casos, arriscar nossa bem-estar físico e psicológico.
 

niceee

 
 

epá pra mim este texto é o manifesto.. n?

 
 

ja temos projetor! :D tem 2hr de bateria.. :’)

 
 

olha nao tires as cenas no inicio e fim k dizem: "" ok?

 
 

oi, na sei o que se passou, mas o texto que escrevemos está muito mau em português (pontuação, etc.)

Já enviei ao pessoal do grupo bici… a ver que dizem

 
 

pad.facilmap.org/NatQwApgLUSF

 
 

Adicionei o clemon… ele vem connosco na viagem… vamos organizar as coisas a partir daqui de lisboa.. na recicleta do gaia… começa na próxima quinta.. todxs as quintas em lisboa, vamos estar no gaia a preparar cenas!

 
 

sugeri ao pessoal da C.O.S.A. em setubal fazer lá um benefit… que acham? que podemos fazer lá? concerto? conversa? apresentação? filme?

 
 

vou fazer t-shirts com o garras gratxs… !

 
 

na segunda.!

 
 

como tẽm sido os encontros no gaia sobre a bicicletada?

hoje vou tentar ir à Rosa Imunda perceber o que acham da ideia, nem sei se o vinagre ja chegou a falar com a rita e o pessoal da Rosa Imunda, vou saber :D

 
 

Não consigo abrir o flyer.

e emendei um erro no texto…

Falei com a Rita, mas ela ficou à espera do dia em que estaríamos lá, e o que proponhamos. Também lhe perguntei se ela conhecia alguma bacana que fale sobre feminismo e ecologia, sem ser a sena chanty shanty…. Mas ela disse que falava contigo… Veja, lá a melhor maneira…

abraços

 
 

OK. Corrigido…

O Golfo do Mexico não fica no Pacifico… e Aljezur estava mal escrito…

Para flyers… e mail´s para alguns contactos….

Fazer um mais popular para a aldeias e contactos mais “comuns”

 
 

Malta, a traduzir para o francês pensei que hà vàrias cenas que podiam ser melhoradas no manifesto. Re-escrevi fazendo modificações no sentido de :
estrutura mais clara
explicar o que é não-convencionais
tirar alguns exemplos pouco precisos, ou sò para tornar o texto mais leve.
+ umas modificações de detalhes

Sei que é xunga pq devia ter feito essas propostas jà hà uns meses. Modifiquei a pàgina, mas dà para re-encontrar o texto original (ou a versão prévia) clicando no botão “Versions” logo abaixo do tìtulo. Por isso se não concordassem dà para voltar ao antigo.

 
 

Daqui a uns dias, se vocês concordam com as modificações, e/ou depois de fazerem mais modificações, posso modificar em consequência as traduções para inglês, castelhano e francês.

Também queria modificar as listas “plano” “o que gostariamos” etc no sentido de “hierarquizar” a informação (não se trata de defender hierarquias, mas de dar a perceber melhor o que são os objetivos, o que queremos fazer, como queremos fazer, como as pessoas podem se envolver, etc., evitando as repetições… ou seja para que fique mais claro e se possìvel mais curto)

 
   

Segunda etapa já com dias marcados… mais um menos 1… e mais colaboradores adicionados…. mais virá…